terça-feira, 10 de março de 2015
“Desde ontem ando muito angustiada. Não consigo entender qual o sentido dessa minha angústia, mas cheguei a algumas conclusões. Estou angustiada com a vida. Sabe aquele ditado que a nossa geração nunca está satisfeita com as coisas? Estou me sentindo exatamente assim.
Esse clima de insegurança no Brasil me afetou também....
Não gosto da rotina, não gosto do trabalho repetitivo, cansei de redes sociais, de whatsapp, de dar atenção a todo mundo (um dos meus defeitos), de não pensar em ninguém.
Por mim, largava tudo e ia embora, sem medo de ser feliz. E acredito que as pessoas andam muito vazias, muito superficiais. Gosto da intensidade da vida e não estou conseguindo mais sentir isso.
Isso é apenas um desabafo!”

(Helô Vieira)
sexta-feira, 6 de março de 2015


Parada olhando para a noite, olhando para o nada, tentando enxergar no breu aquele filete de luz divina que pode clarear uma mente confusa. Olhando para dentro de mim mesma, tentando enxergar essa luz lá no fundo. Olhar para dentro sempre é muito difícil, ver a nossa verdade sem máscaras, porque podemos nos mascarar para os outros mas nunca para nós mesmos, não dá, não rola! Se instala em mim meu eu algoz, no momento do cumprimento da pena me pergunto: quantos erros temos que cometer para um acerto? Quantas vezes frente a dois caminhos seguimos pelo errado? Quantas vezes fazemos escolhas erradas? Quantas vezes escolhemos a pessoa errada para cruzar alguma estrada conosco? E a resposta não vem, cada erro um amadurecimento, mas nunca a certeza de não errarmos novamente no mesmo ponto. Porque sim, eu venho errando no mesmo ponto! Mas venho pagando cada vintém por essa insistência doentia em errar. Mas no fim das contas o que vale é o balanço geral, quero acertar, mas seguir errando é sinal de que estou viva em busca do que é bom! Estou viva porque estou fazendo alguma coisa por mim! E eu sou feliz, sou grata por ter a chance de errar, pagar e me divertir no meu fantástico mundo.